Papa Leão XIV acolheu renúncia de Dom Carlos Verzeletti e nomeou paraense para o cargo; veja a trajetória do novo pastor.
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| Papa nomeia Dom Manoel de Oliveira como novo Bispo de Castanhal. |
É oficial, Castanhal! A Nunciatura Apostólica no Brasil confirmou nesta terça-feira (24) que o Papa Leão XIV aceitou o pedido de renúncia de Dom Carlos Verzeletti e já escolheu quem assume o cajado: o paraense Dom Manoel de Oliveira Soares Filho.
É uma notícia "pai d'égua" para quem valoriza a nossa gente, já que o novo bispo é "cria" do nosso nordeste paraense, nascido aqui pertinho, em São Domingos do Capim.
Quem é Dom Manoel: O filho do Pará que volta para casa
Dom Manoel não é estranho para nós. Nascido em 1965, ele conhece bem o cheiro da nossa terra e os desafios da nossa região. Confira o currículo do homem:
- Formação: Estudou Filosofia e Teologia em Belém e é formado em Sociologia pela UFPA.
- Experiência: Foi ordenado padre em 1993 e trabalhou em diversas paróquias do nosso estado como coordenador de pastoral.
- Missão em Alagoas: Desde 2018, ele estava como bispo de Palmeira dos Índios (AL), mas agora o "bom filho à casa torna" para liderar a nossa Diocese de Castanhal.
Seu lema já diz tudo sobre sua entrega: “Por tua palavra, lançarei as redes”.
A gratidão a Dom Carlos Verzeletti
Não tem como falar da Diocese de Castanhal sem citar o carinho por Dom Carlos. O italiano de Trenzano, que adotou o Pará em 1983, foi o primeiro bispo da nossa cidade, assumindo em 2004.
Dom Carlos completará 76 anos em setembro e, conforme as regras da Igreja, enviou sua renúncia ao atingir a idade limite. Ele deixa um legado imenso: criou paróquias, investiu na formação de novos padres e sempre teve um olhar atento aos projetos sociais da Cidade Modelo. A CNBB fez questão de agradecer por sua "proximidade com o povo" e sua contribuição gigante para a evangelização na Amazônia.
O que diz a CNBB?
A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil enviou mensagens de boas-vindas a Dom Manoel, destacando que sua chegada é um "sinal de esperança". Ao mesmo tempo, reforçaram o papel de Dom Carlos como um missionário incansável que promoveu a dignidade humana em nossas terras.
