Ação integrada das polícias Civil e Militar terminou com a libertação de seis reféns sem feridos na Avenida Rui Barbosa; suspeitos são investigados por crimes na região metropolitana de Belém e no nordeste paraense.

Por Alechandre Viana | Mais Castanhal

SANTARÉM / CASTANHAL — Na manhã da última terça-feira (8), uma operação integrada das forças de segurança pública resultou na prisão de três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a joalherias no Estado do Pará. O crime ocorreu na Avenida Rui Barbosa, no centro de Santarém, onde seis pessoas foram mantidas reféns dentro de um estabelecimento comercial em uma galeria.

A movimentação suspeita foi percebida por populares, que acionaram imediatamente as autoridades policiais. Segundo o delegado da Polícia Civil de Santarém, Jair Castro, o monitoramento começou logo após as primeiras denúncias, o que possibilitou um cerco tático rápido para impedir a fuga do bando.

Com o bloqueio policial formado, os criminosos mantiveram clientes e funcionários sob custódia, ativando o protocolo de gerenciamento de crise. As negociações foram conduzidas pela Polícia Militar sob o comando do coronel Joselde (3º BPM) e do tenente-coronel Eduardo Carvalho (35º BPM). Três reféns foram liberados na fase inicial e os demais cerca de duas horas depois, culminando na rendição pacífica dos suspeitos e sem registro de feridos.

Ligação com Castanhal e Belém

A operação contou com o suporte logístico e tático de equipes da Polícia Civil, incluindo a Delegacia de Roubos — liderada pelo delegado Germano — e a Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas.

De acordo com os levantamentos preliminares da investigação, os três detidos são oriundos do município de Castanhal. Agora, eles estão sob investigação rigorosa por possível envolvimento em crimes semelhantes praticados tanto em Castanhal quanto no bairro da Marambaia, em Belém.

Os procedimentos cartorários e a lavratura da autuação em flagrante foram realizados na delegacia local. O caso segue em apuração para identificar e prender eventuais outros integrantes do grupo criminoso que tenham participação nos assaltos no Pará.